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segunda-feira, 17 de março de 2014

Filmes de terror com crianças malvadas

 Crianças são frequentemente associadas a inocência, ingenuidade e bondade e quando nós as vemos agir completamente diferente do que estamos acostumados (ou acomodados) em ver. É por isso que filmes de terror com crianças como vilãs são ou muito bons ou muito ruins. Quase não existe o meio termo.
 Ao longo da história do cinema foram feitos diversos filmes com essa temática e embora causassem espanto em quem assistisse (antigamente mais do que hoje em dia), foi uma ideia bem aceita que continua firme e forte.
Isacc (Colheita maldita)
 Dentre os filmes mais populares podemos encontrar A órfã (2009), Colheita maldita (1984) e O exorcista (1973). Como pode ver, são de épocas afastadas, mas todos fizeram grande sucesso e até hoje são lembrados e até temidos.
 Eu gostaria muito, mas acho que não poderei citar todos os filmes com crianças malvadas. Eu mesmo havia achado que tinha visto todos ou talvez a maioria dos filmes desse gênero, mas descobri que ainda tem muitos outros que ainda preciso ver. Por esses motivos, estarei comentando e recomendando apenas os filmes que eu já assisti, ok?
Um filme que sempre me conquistou, que eu assisto até hoje e que vale realmente a pena ver é "O anjo malvado" (1993). Estrelado por Macaulay Culkin e Elijah Wood que eram considerados na época anjinhos bonitinhos e milionários. Acontece que Macaulay deixou essa impressão de lado quando incorporou o psicopata juvenil Henry que atormentava a vida de seu primo e novo hóspede, Mark. O loirinho era visto por todos como o bom filho, mas estava sempre criando situações perigosas e fatais para as pessoas a sua volta. Quando Mark percebe o que se esconde por trás daquele rosto angelical, faz de tudo para mostrar a  todos que as coisas ruins que têm acontecido é culpa de se primo e não dele.
 O filme não só nos deixa tensos com as situações e ótimas atuações, mas também nos faz refletir sobre várias coisas. Sem mencionar o fato de nos fazer nos colocar nos lugares dos personagens, seja dos pais de Henry ou Mark ou no próprio Henry (caso você consiga se visualizar fazendo o mesmo que ele). O filme também nos tras algumas frases interessantes para pensar como "Quando você percebe que pode fazer qualquer coisa, você é livre. Você pode voar. Ninguém pode te tocar. Ninguém." e "Mau é uma palavra que as pessoas usam quando desistem de tentar entender alguém. Há uma razão para tudo, nós só precisamos procurar." 
 Eu citei "A órfã" ainda há pouco, mas não a citarei de novo por considerá-lo muito parecido com O anjo malvado. Algumas cenas são claramente inspiradas e também porque quem viu o filme sabe que talvez ele não devesse se encaixar nesta categoria.
 Outro filme bom é Joshua: o filho do mal (2007) que trás uma visão mais psicológica das coisas. Joshua era filho único e mimado pelos pais até que sua irmã nasceu e claramente seus pais tiveram que dar uma atenção extra a ela, conciliando trabalho e casa em meio aos choros incessantes do bebê. Joshua é um menino muito inteligente e passa a fazer jogos psicológicos com seus pais, persuadindo-os e manipulando-os para conseguir o que quer. No entanto, as coisas vão mais além quando ele decide que para ter a atenção de seus pais redobrada para ele, deve matar a própria irmã.
 O que mais me cativa nesse filme é a tensão criada e a inteligência não só do roteiro como do menino. Se você gosta de filmes com sangue, sustos e exorcismo, passe longe desse filme, pois apesar do nome, ele não se trata nada de possessão e a tensão da trama fica por conta das cenas sutis e bem mostradas com bastante equilíbrio e cenas intrigantes.
 A fita branca é um filme interessante por ter sido lançado em 2009, mas que conta uma história que se passa em 1913 e foi filmado em preto e branco. Ele é um filme bem inteligente e muito pesado. Eu realmente o recomendo, mas já aviso que ele não é facilmente entendido ou aceitável. É um filme longo (com motivos) e que é preciso muita atenção para sacar a ideia dele.
 É um tanto difícil de dizer a história do filme, pois não é apenas de um grupo de crianças que vive na época do início da primeira guerra mundial e acidentes começam a ocorrer pelo vilarejo. Não é só isso, como muitas sinopses falam por aí... Tem muito mais por trás disso. Tem passagens filosóficas, cenas fortes porém nenhum pouco explícitas (o que é novo nos dias de hoje) e também uma forma de contar sobre as origens do mal que não estamos acostumados a ver normalmente.
Rhoda (Tara maldita)
 Estes são alguns dos filmes que eu mais gosto, mas você sabe quem foi a primeira criança malvada nas telas do cinema? Seu nome é Rhoda, do filme "Tara maldita" lançado em 1956, dirigido por Mervyn LeRoy.
 Podemos imaginar o espanto dos espectadores quando assistiram ao filme, não é? Todos ficaram muito surpresos, pois aquilo era algo extremamente novo e para a surpresa de muitos, o filme foi bem recebido e claro bem seguido de outros bem parecidos.
 No filme, Rhoda tem apenas oito anos e é muito mimada, manipuladora e mentirosa, criando situações fatais por mera futilidade. Mas, o que é interessante nesse filme é que, apesar de não nos deixar dúvidas de quem está fazendo as crueldades, ele não tem cenas explícitas do ato sendo feito. Meio que deixa tudo subentendido.
 Alguns anos depois, o escritor britânico John Wyndham escreveu o livro "The Midwich Cuckoos" (algo como Os cucos de Midwich, em português) que se tratava de uma cidade da Inglaterra que adormecia misteriosamente e que quando as mulheres acordaram, descobriram (mais tarde, é claro) que haviam engravidado durante o desmaio. Da gestação, nasceram crianças com características em comum, como cabelos muito loiros e lisos e olhos inteligentes, sem mencionar a inteligência precoce para a idade deles. Logo, é descoberto que as crianças possuem um poder de telepatia e telecinesia que faz com que todos a temem.
 O livro ganhou sua primeira adaptação em 1960, intitulada "A aldeia dos amaldiçoados" que fez um grande sucesso e é considerado um clássico dos filmes de terror, especialmente entre os de gênero com crianças malvadas. 
 Tanto o livro qaunto o filme causaram um grande choque nas pessoas por envolver não só cenas mais "explícitas" de mortes envolvendo as crianças como planos para matar as mesmas. Por estes motivos, alguns paises decidiram proibir sua exibição e comercialização em suas regiões.
 Quatro anos depois surgiu "A estirpe dos malditos", que muitos consideram uma sequência do original, mas que nada tem a ver, exceto por ter se inspirado no livro. Neste filme, seis crianças são identificadas no mundo inteiro como sendo dotadas de uma inteligência sobre-humana e poderes telecinéticos e telepáticos. Uma vez juntas, elas parecem ter um objetivo a cumprir. 
 Se você achou essas hstórias familiares, talvez já tenha escutado da refilmagem do clássico dos anos 60 feita por John Carpenter em 1995, chamada A cidade dos amaldiçoados que, por sinal, tem o costume de ser exibido todo ano ao menos uma vez por ano pelo Corujão da TV Globo, em meados de janeiro e foi exibido recentemente pelo canal fechado TCM. 
 A refilmagem tem a mesma ideia principal, mas com algumas mudanças significativas feitas que eu considero muito interessantes. Como a aparência das crianças, por exemplo. No filme original e no livro, elas são loiras e neste elas têm seus cabelos platinados, simbolizando a inteligência. Alguns personagens e cenas foram acrescentados, como as da Dra. Susan Verner, interpretado por Kirstie Alley. E o fato de todas as crianças nascerem predestinadas a um companheiro(a) e a falta de um(a) causaria uma possível fraqueza tornando a criança vulnerável a emoções (algo que não parece ser compartilhado pelas demais crianças). Por este motivo, David (que não tem companheira) se sente deslocado do grupo, tendo inclinações para certas emoções e empatias com os adultos, mesmo sabendo que as outras crianças não compartilham ou concorda com essa atitude. 
 Outro ponto importante que foi feito na refilmagem, é que o filme mostra as crianças como vilãs de verdade, elas são realmente cruéis no que fazem, diferente da versão da década de 60, onde suas ações eram no mínimo justificadas.
 Acho que de todos os filmes com crianças malvadas, este é o meu preferido. Talvez não o melhor, mas o que eu mais gostei e não me canso de ver. Eu só acho que todas as crianças poderiam ser mais exploradas, mesmo havendo um motivo para não fazê-lo.
 Ficou curioso para ver este filme? Então, assista A Cidade dos Amaldiçoados dublado.
 Esta postagem eu achei melhor fazer curta de propósito, pois no futuro eu voltarei a falar sobre outros filmes com crianças malvadas, já que a lista é bem grande.


Minha crítica sobre o filme "A cidade dos amaldiçoados" (1995)

 Online
Clique na imagem e assista DUBLADO
 A cidade dos amaldiçoados conta a história de uma cidade isolada dos Estados Unidos que é surpreendida por uma estranha força misteriosa que faz com que toda a população desmaie na mesma hora. Toda a cidade adormeceu por várias horas e quando acordaram, as pessoas não sabiam como explicar o acontecido.
 Meses depois, é descoberto que todas as mulheres de Midwich estão grávidas e tudo indica que ficaram grávidas no dia do desmaio, gerando um alarde.
 A presença de cientistas do governo não acalma a sociedade e um dinheiro é oferecido para as famílias que decidirem ter seus bebês, para que estes possam ser estudados e companhados durante seu crescimento.
 Estranhamente, todas as famílias concordam em ir até o fim com a gravidez, mesmo com perguntas e medo do que elas poderiam resultar, já que até mesmo mulheres que continuam virgens engravidaram.
 Durante a gestação, as mulheres tiveram sonhos perturbadores e estranhos, talvez um aviso de que algo estava por vir. Esse sexto sentido estava certo, pois quando as crianças nascem, o reino do terror começa.
 Todas as crianças têm traços muito semelhantes umas com as outras, com sua pele pálida e cabelos brancos. Sem mencionar uma incrível inteligência e traços de DNA idênticos umas das outras, porém completamente diferentes das dos seus pais.
 Logo se nota que as crianças possuem uma capacidade incrível de controle mental que faz com que vários acidentes e suicídios aconteçam desde seu nascimento. Apesar das diversas teorias de quem ou o quê elas são, só há uma certeza: As crianças ditam as regras nessa cidade e qualquer um que entrar em seu caminho, se arrependerá.
 Este é um dos meus filmes preferidos e por isso precisei criar uma postagem só dele. Há muito o que pensar sobre o que é nos mostrado no filme, não só em termos sociais, mas em detalhes do filme. Acredito que todos ficaram com algumas perguntas sem respostas. Mas, já aviso que se você quiser respostas para elas, desista, pois eu tenho tantas perguntas quanto você (caso tenha visto o filme) e quero deixar bem claro que muitas das coisas que eu irei falar estão mais para suposições do que respostas. 
 Se você ainda não viu- além de nem dever estar aqui, pois contarei partes importantes na crítica, já aviso que não adianta ver esse filme esperando cenas de sangue, gritos, correria sem sentido porque o filme vai além disso. É um terror sutil, deixando você pensar em vários momentos. Cada coisa que acontece no filme é válido. Tem gente falando que é meio parado... Pois é, as crianças só nascem em quase quarenta minutos de filme, mas o que vem antes não é enche-linguiça. É mostrado tudo com bastante cuidado, o cenário onde acontecerá o desmaio coletivo precisa ser mostrado para que tenhamos uma espécie de choque. Quem viu a versão original ou leu o livro, sabe que nela acontece tudo bem de repente e eu senti falta de algo ali, da cidade inteira adormecida.
 Nesta versão, no entanto, a gente tem uma percepção maior do quão sério foi o ocorrido. Esta cena é seguida por outras também importantes, como consultas com os médicos, sonhos sinistros etc. A nova visão das crianças também foi interessante. Não só na aparência, com seus cabelos brancos (representando a inteligência), como em sua personalidade. Elas, neste filme, realmente chegam a ser cruéis, matam não só quem lhes oferecer algum perigo, mas também qualquer um que entrar no seu caminho.
 A mãe da Mara, por exemplo. Ao que parece as crianças meio que competiam para ver quem seria a líder e a Mara demonstrou ser capaz eliminando alguém antes dos outros. Será isso? Será que se ela não matasse, outra pessoa (possivelmente o Robert) mataria? Ou assim com no original elas já nascem predestinadas a tudo? A ter um companheiro(a) e a uma delas ser a líder? 
 Outro ponto muito interessante de se ressaltar é a ausência de sangue. Mesmo em cenas que talvez "permitissem" isso, ele não é mostrado. O filme poderia ser um "banho de sangue", como o Allan comenta, mas na verdade ele foi sutil em cada morte. A gente sabe que a pessoa morreu, que a pessoa possivelmente está sangrando, mas isso não nos é mostrado. Afinal, não há necessidade de ser e isso é algo que sinto falta nos dias de hoje. De usarmos nossa imaginação e não sermos levados pela imagem mostrada. Muitos filmes de terror não seriam considerados "trash" se polpassem efeitos toscos e deixasse com a gente. Nós podemos criar na nossa mente a mesma reação esperada em filmes mais sangrentos e isso sem nenhuma imagem de efeito. 
 Eu vi esse filme pela primeira vez quando eu tinha sete anos e me apaixonei na hora (apesar do medo rs). Desde então, sempre sonho com uma continuação, afinal aquele final precisa ser explicado, né? 
David
 Por muito tempo, eu defendi a ideia de que o David seria mesmo bonzinho e ficava imaginando como teria sido a vida dele após os eventos deste filme. Como ele poderia ser um garoto normal? Mas, no fundo, acho que sempre soube a resposta: Ele não era e nunca será "bonzinho", especialmente após todas essas coisas. Ele ficava ao lado de seus "irmãos" (?) não porque os apoiava, mas sim porque eram uma família (mesmo que não soubesse ao certo o que isso significava). Realmente, ele não concordava com as atitudes de Mara, mas ficava ao lado deles porque talvez ao seu ver, era isso que deveria ser feito. E isso não é um sinal de fraqueza ou efeitos da falta de companheira, pois a Mara chega a dizer a ele "não podemos te deixar, David", mesmo ele "não tendo importância". 
 Então, chego a conclusão de que não era por medo, ou ao menos não era APENAS por medo que o garoto ficava com os outros e acredito que ver todos eles sendo mortos não resultou em alívio ou conforto. Muito pelo contrário. Ele possuía os mesmo poderes que a Mara, mesmo que não os usasse sempre. Ele veio de um lugar onde a forma de pensar era mais direta e talvez até fria, então não seria loucura esperar que ele continuasse aquela forma de agir e conforme fosse crescendo, começasse seus planos para criar sua própria colônia. Nunca foi difícil, na minha cabeça, imaginar um segundo filme, com um David mais adolescente em busca de meios de criar sua colônia. Não sei bem como seria essa sequência, mas sempre a julguei válida. Sem mencionar o fato de que nem todas as crianças que nasceram naquele dia se voltaram contra a humanidade. É só prestar atenção na cena logo depois da que a mulher quase cega a menininha, quando os pais vão buscar as crianças. Mara e seu grupo são frios, não mantém nenhum tipo de diálogo ou contato físico com seus "pais", mas as outras crianças nascidas naquele dia, com a mesma aparência física, são "bondosas", elas podem ser vistas andando de mãos dadas com seus responsáveis e na primeira cena em que as crianças surgem crescidas, há um grupo de crianças de cabelos bracos jogando bola no pátio da escola atrás deles. Outra teoria minha é que o David pudesse ter planejado sobreviver e ser o novo líder, mas não sei se ele teria força o bastante para esconder isso dos outros. Mas, imagino se ele poderia ter notado que a atitude da Mara era precipitada e confiante demais, o que certamente a levaria a morte.
 Eu comecei a ler o livro "The Midwich Cuckoos" que deu origem a versão original de 1960 há pouco tempo e como ele está em inglês, fica uma leitura muito lenta, já que não sou muito fã do idioma, mas talvez quando eu o terminar tenha algumas pistas ou respostas para essas perguntas.
 Se você tiver alguma teoria do que poderia ter acontecido com o David em um segundo filme ou quem sabe alguma suposição sobre as respostas dessas e outras perguntas, seu comentário será muito bem vindo.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Slenderman

 Você sabe o que é o Slenderman? Já ouviu falar? Bom, se a resposta for "sim", não é surpresa, já que este "ser" foi bem comentado por vários sites e redes sociais há um tempo atrás. E caso a resposta seja "não", sem desespero, pois eu vou explicar tudo direitinho.
 Para começar, o Slenderman é uma criatura descrita sendo bem alto e muito magro, dono de braços anormalmente longos que podem se esticar para intimidar ou capturar sua vítima. Tem a cabeça branca, sem face, sem cabelo e usa um terno preto, talvez tendo algo a ver com um coveiro. Muitas vezes é associado a florestas e alguns dizem ter a capacidade de apagar a memória, criar alucinações e causar desespero em suas presas, capturando-as rapidamente.
 Há diversas lendas sobre o Slenderman e cada uma contém informações uma mais assustadora que outra, variando de sua aparência física, onde também é descrito com tentáculos negros, ao invés de braços e até sobre suas habilidades. Algumas pessoas afirmam que a criatura é capaz de se teletransportar, pois seria uma maneira fácil de sair de um lugar caso chame a atenção de alguém.
 Ao contrário dos adultos, crianças não são afetadas pela habilidade de amnésia que o Slenderman causa. Elas sempre se lembram das aparições, mas isso não as impede de serem a maior vítima da terrível criatura. É muito comum encontrar fotos do Slenderman junto a crianças em fotografias antes destas desaparecerem para sempre.
 Abaixo, segue o vídeo de um documentário sobre o Slenderman legendado por um canal do youtube. Os créditos são deles e estão presentes no mesmo.



 Também é possível encontrar na internet supostas fotografias verdadeiras da aparição da criatura e até depoimentos e postagens de pessoas que dizem ter visto ou até que estão sendo atormentadas e perseguidas pelo Slenderman. Confira:

Na foto deste garoto, o Slenderman aparece no quinta de sua casa.
Alguns dizem que o jovem estava sendo atormentado pela criatura.
"Eu não acredito que estou escrevendo isso, mas ninguém acreditaria em mim se eu contasse a verdade e guardar esse segredo está me deixando louco. Eu tenho pesadelos toda a noite. Para não assustar meus pais com meus gritos durante a noite, tenho tentado dormir com a ponta do travesseiro na minha boca para abafar meus berros de desespero. (...) Eu vi aquela coisa de novo ontem. Estava no meu quintal... Eu podia escutar seus passos firmes de um lado para outro. Espiando por baixo da porta, eu pude ver sua silhueta e seus longos braços (nem sei se aquilo são mesmo braços. Às vezes se mexem tão estranhos que eu podia jurar que não tem osso nenhum ali). (...) Ele não quer me matar agora, senão já teria feito. Ele só quer "brincar" comigo. Me enlouquecer... E acho que está dando certo."

Alexander, Rachmaninov, 16 anos, Rússia



Garota tirou foto em floresta e pessoas de rede social
se surpreendem com o que veem na foto
"(...) Tenho ficado bastante confusa ultimamente com essas perdas de memória. Mamãe diz que é apenas sonambulismo e que o papai também teve na minha idade e que por isso não preciso me preocupar. Mas, já é a terceira noite seguida que acordo na rua. Isso não parece normal. Eu SEI que não é normal... Noite passada, escutei papai explicando pra mamãe que ele trancou todas as portas e janelas e nenhum deles sabem como eu saí. Eu estou apavorada. Sem mencionar os pesadelos que tenho tido... Andar numa floresta e ser perseguida por um homem alto de terno. Minha amiga Annabelle me falou que também sonhava com esse homem... Isso foi antes dela sumir..."
                                                                                 
Michelle Brown, 12 anos, Califórnia



Crianças brincam distraídas em um bosque.
Ao longe, pode-se ver a imagem do Slenderman.
"Se eu não registrar isso aqui, vou esquecer. Tenho certeza disso. Há umas duas semanas, meus amigos e eu resolvemos testar a veracidade da lenda do Slenderman e fomos acampar numa floresta perto das montanhas. Quando estávamos lá, gritamos o nome dele, o xingamos e fizemos caricaturas dele. Eu achei que fosse invenção essa po**a de história. Achei que tivessem inventando essa merd* toda, mas na mesma noite escutamos uns barulhos na mata, mesmo não vendo ninguém lá. Falei com Brad e Matthews e eles também disseram que tiveram pesadelos. (...) O Matt sumiu faz seis dias e estou com medo. Brad diz que ele ficou com medo e só se mandou, mas eu não acho. Tem alguma coisa errada. Ontem, acordei no quintal e de vez em quando tenho uns flashs de lembranças de correr pela floresta, fugindo de alguma coisa. Brad sempre diz que são só sonhos e que eu estou ficando paranoico, mas em um desses flashs, eu caia e batia o joelho numa pedra, fazendo um corte. Acordei deitado no quintal com o joelho ferido como nessa lembrança. Outras coisas devem ter acontecido, mas parece que eu esqueço da maioria. Minha cabeça está doendo de tão confusa. Convenci o Brad de voltar na floresta hoje à tarde. Quem sabe pedir desculpas não resolve as coisas? Eu não queria que isso estivesse acontecendo. Torça por mim, seja lá quem estiver lendo isso. Se tudo der certo, eu volto e escrevo nesse caderno".

Última anotação de Augustos Collins, 22 anos, New Jersey


"(...) Já são sete crianças desaparecidas somente neste mês de junho. Ninguém sabe do paradeiro de nenhuma delas e eu não sei como consolar os familiares. Nunca vi um caso tão difícil... Parece que elas sumiram sem deixar vestígios. Tenho vinte anos de xerife e nunca vi nada igual. Meu filho mais novo, Briam acha que isso tem a ver com aquela maldita lenda da internet e mesmo eu falando pra ele mais de mil vezes que isso é tudo invenção de gente besta que não tem o que fazer, ele cisma em dizer que viu aquela coisa. Para piorar, minha filha Kaytlin também está me enchendo com essa lenda maldita.
Podia ter sido apenas um dia na praça, mas a fotografia mostra a aparição
nitidamente do Slenderman ao longe.
(...) Não consigo dormir faz dois dias. Não como, não raciocino direito e nem mesmo acredito nos meus próprios olhos...  Desde que meu filho sumiu, não tenho forças para voltara o trabalho. Kaytlin está obcecada com aquela história do Homem Alto de novo e mesmo eu dizendo pra ela que isso é maluquice dela, tenho que confessar que tenho minhas dúvidas. Dez crianças sumiram e ninguém tem ideia de onde possam estar. Se isso for uma brincadeira, está sendo muito bem pensada e de muito mal gosto. (...) Não quero contar a Kaytlin porque acho que estou ficando louco, mas podia jurar que vi alguém de terno parado na frente da janela do quarto dela na noite passada".

Xerife Parker, Carolina do Sul (anotações feitas nos dias 25/06/2010 e 04/07/2010) No dia 06/07, ele e sua filha Kaytlin Parker foram dados como desaparecidos. Apesar de provas evidentes de uma luta e disparos de revólver, não havia sangue e as portas e janelas estavam trancadas por dentro da casa.



 Esses depoimentos são de arrepiar, não é? Caso tenha tido coragem para terminar de lê-los e chegou até aqui, está na hora de eu dar uma amenizada na lenda contando sua origem.
 Tudo começou com um fórum chamado "Something Awful" que em 2009 lançou um concurso com o objetivo de fazer as pessoas pegarem fotos normais e modificá-las para que se tornasse algo assustador. Após isso, as fotos foram espalhadas por fóruns e blogs que tratavam de assuntos paranormais com a intenção de fazer essas pessoas acreditarem na veracidade das fotos.
 Neste concurso, um garoto chamado Eric Knudsen (usando o pseudônimo de Victor Surge) criou a lenda do Slenderman, modificando fotos antigas em preto e branco e as associando com supostos desaparecimentos na década de 80.
 Foi assim que a lenda ganhou vida e passou a ser comentada e temida por pessoas do mundo inteiro.
 Antes de finalizar a postagem, vamos rir um pouco com um vídeo de uma pegadinha de Halloween sobre o Slenderman.


 Mesmo com a origem do Slenderman revelada, não se pode ter certeza de que ele não exista, afinal, muitos dizem que o governo adora inventar histórias para encobrir casos sobrenaturais reais. Será o Slenderman uma criatura real? Será Victor Surge um sobrevivente de seu ataque? Poderia a crença na criatura torná-la real? Tire suas próprias conclusões.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Momento nostalgia!

 Eu tenho dezenove anos, mas o tempo passa tão depressa, é tudo tão rápido, as pessoas mudam tão facilmente que já sinto muitas saudades da minha infância. Sério mesmo. Sinto saudades de acordar cedo num sábado de manhã, enquanto ainda estavam todos dormindo e ia lá pra sala com travesseiro e cobertor para assistir desenho na televisão.
 Sinto saudades de uma época onde meus maiores problemas se resumiam em saber se ia ou não conseguir completar o álbum de figurinhas do pokémon, derrotar meu irmão no Mortal Kombat, mesmo ele escolhendo sempre o Sub-Zero antes de mim e me proibindo de escolher igual. rs
 Tenho saudades de chorar com "O Rei Leão" (da forma que eu chorava quando eu era criança e morte era algo distante, muito distante da minha realidade). Saudades até de jurar à bandeira antes de ir para a sala de aula... Pois é, pra você ter uma noção de como sinto saudades da minha infância.
 Em razão disso, decidi fazer uma postagem de nostalgia. Vou falar de coisas da minha infância e, se você tiver mais ou menos minha idade, vai sentir saudades e se você é bem mais novo(a), talvez entenda o por quê de tanta saudade assim.

 Um motivo de eu escolher esse assunto é que tenho visto as crianças de hoje em dia e não consigo me identificar de forma alguma com elas e isso é muito triste. É claro que não quero que elas tenham a mesma infância que eu tive, mas a graça é essa de ser criança: Quando se é criança, tudo é possível. Crianças são livres pra brincar, questionar, sonhar, ser feliz... E as crianças de hoje em dia passam tanto tempo em frente ao computador que não conseguem entender quantas coisas perdem, quantas brincadeiras não brincam mais ou pior: Nunca ouviram falar.
 Acho que toda criança tem que fazer o que gosta, sim e até passar um tempo jogando vídeo-game ou no computador (embora eu não esteja muito certo dessa segunda opção), mas substituir a fase "ser criança" não é legal, né? Outro problema é que a mídia não está nem aí pra mudar isso. São desenhos cada vez mais violentos e menos criativos lançados hoje em dia. Não digo que criança tem que ver desenho só no estilo "Os vegetais", até porque eu adorava/adoro "Mortal Kombat", mas existem muitas outras coisas que despertam a infância dentro de cada um. Se você não se sentir nenhum pouco interessado em algumas das coisas citadas abaixo, é porque você não é normal. rs Sem brincadeira agora: Eu escolhi algumas das coisas que fizeram parte da minha vida quando eu era criança, das quais sinto muita falta hoje em dia. É com toda certeza que afirmo que as coisas de antigamente tinham não só criatividade como também uma magia incrível para nós, que éramos crianças.

 Como toda criança, eu ADORAVA doces. Qualquer coisa que não alimentasse era bom naquela época. Uma coisa conhecida para mães como "porcarias" que eu era viciado, eram salgadinhos da Elma Chips. Na época, eles viam com surpresas dentro. Muitas vezes eram tazos de Pokémon, Digimon, desenhos famosos da WarnerBros etc.
 De vez em quando surgiam sabores novos, porém em edições limitadas, o que significava que se não comprasse logo, talvez você nunca mais fosse encontrar e nunca saberia o sabor daquele salgado tão falado pelos amigos no recreio e em comerciais de TV.
 É o caso de um lançamento especial que a Elma Chips fez, lançando o salgado que virou vício entre as crianças da época chamado "Molhoucos".
 O "Molhoucos" era um pacotinho de um molho doce colorido que vinha dentro de pacotes de salgadinhos Cheetos e Fandangos. Foi vendido no ano de 2003 e fez muito sucesso até mesmo entre aqueles que diziam que doce e salgado não se mistura, mas no fim todo mundo acaba provando.

 Ainda falando de "porcarias" boas da infância... E ainda nos lançamentos Elma Chips (ao que parecia, era a coisa mais criativa da época e hoje faz falta), outros lançamentos foram muito bem recebidos pelo público infantil.
 Um deles foi em 1998, bem antes do "Molhoucos", quando foi lançado itens colecionáveis "Susto Partes" e "Brilha Susto", ambos da Família Addams. Mesmo tendo quatro anos na época, eu me lembro disso até hoje, talvez porque minha coleção tenha durado um bom tempo.
 O lançamento era uma incrível coleção de sete partes em miniatura de borracha do corpo humano (olho, dedo da mão, dedo do pé, orelha, nariz, língua e cérebro) e o "Brilha Susto" eram 30 figurinhas da Familia Addams que, é claro, brilhavam no escuro.

 Eu poderia ficar horas falando sobre os vários lançamentos da Elma Chips dos anos 90 e início de 2000, mas a infância não era só comer porcarias e haviam outras coisas que se tornaram sensação entre as crianças.
 Acredito que todo vício de criança inclui jogar vídeo-game (ao menos para as crianças da época isso era quase que uma obrigação) e um dos vídeo-games mais cobiçados na época era o Nintendo 64.
 Caso você ainda não o conheça, o Nintendo 64 foi lançado no Brasil em 1997 e era considerado inovador na época. Ele funcionava com cartucho (Game Pak) que, aliás foi o último console doméstico a utilizar tal acessório, possuía quatro entradas para consoles e, embora sua cor padrão fosse cinza escuro, teve diversos lançamentos em edições especiais, incluindo ser pintado para parecer uma banana no lançamento do jogo "Donkey Kong 64".
 Alguns dos jogos mais famosos lançados para N64 eram "Super Mario 64", "Mario Kart 64", "Mortal Kombat Trilogy" e "Pokémon Stadium".


 O jogo Pokémon Stadium era um vício que eu tinha nos meus quatro e cinco anos. Eu morava em um lugar muito bom. De verdade. Era na mesma calçada que a minha antiga escola (naquela época era ótimo estudar) e atravessando a rua ficava uma espécie de Fliperama. Era o lugar mais frequentado por crianças e adolescentes, pois tinha os lançamentos mais recentes de jogos de Fliperama e vários Nintendo 64, garantindo a diversão de qualquer pessoa. Tudo bem que o dono do lugar não era nada gentil e prestativo com crianças, mas aquele lugar tinha Pokémon Stadium!! POKÉMON STADIUM!!!! Pokémon já era uma febre como anime da Rede Record e ter ou ao menos jogar os jogos era o sonho de toda criança.

 No final dos anos 90 para o início de 2000, eram exibidos vários programas infantis, como o clássico "Disney Cruj", exibido no SBT e Disney.
  Inicialmente chamado de Disney Club (quando estreou em 1997), o programa era sobre crianças que criavam e apresentavam um canal infantil pirata de televisão. O canal das crianças exibia desenhos animados como "A turma do Pateta", "101 Dálmatas", "Hora do recreio", "Hércules", entre outros. Ao fim dos desenhos era mostrado as aventuras que aconteciam durante os bastidores do programa, envolvendo os personagens.
 Foi em 2001 que o programa mudou seu nome para "Disney Cruj" e teve um amadurecimento, já que os integrantes do programa se tornavam adolescentes. O programa criou um bordão que sempre diziam ao se despedir "Cruj, Cruj, Cruj Tchau!".
 No entanto, sendo este um programa do sbt, era de se esperar que logo ele fosse retirado do ar e foi o que aconteceu em 2001, com o fim das gravações. Contudo, o programa foi reprisado até outubro de 2003. Uma pena ter sido cancelado, já que era um programa infantil muito bom.
 Deixando um pouco de lado os programas de televisão e guloseimas nada saudáveis, porém deliciosas que despertam a nostalgia, há outros fatores que causam efeitos muito bons também na memória.
 Como, por exemplo, as brincadeiras de rua que toda criança conhecia e brincava. Algumas delas são "Amarelinha", "Pique-esconde", "Pique-pega" ou "Pega-Pega" e tantos outros "Piques" que a gente inventava na época e que todo mundo aceitava, numa boa brincar.
 Até as músicas infantis daquela época eram mais infantis, ou melhor: Realmente eram infantis... Quem não se lembra do Balão Mágico e sua deliciosa música "Superfantástico"? Quem nunca cantou "Uni Duni Tê" do "Trem da alegria" não sabe mesmo o que é ser criança e como é bom viver essa fase importante de nossas vidas.
 Para relembrar ou apresentar aos que não conhecem, estou falando de duas bandas infantis que fizeram muito sucesso na década de 80 e início de 90.
 "Turma do Balão Mágico" nasceu em 1982 e foi uma das maiores bandas infantis da história do Brasil, vendendo mais de 10 milhões de cópias. O grupo lançou cinco álbuns, com muitas músicas de sucesso, sendo as mais famosas "Amigos do peito", "Superfantástico" e "Ursinho Pimpão". O segundo álbum da banda foi lançado em setembro de 1983 e só na semana de Natal, o grupo bateu um recorde quando vendeu mais de 1 milhão de cópias. Com o enorme sucesso, a "Turma do Balão Mágico" ganhou um programa infantil na TV Globo chamado "Balão Mágico".
 Já o "Trem da Alegria" surgiu em 1984 e durou quase dez anos, terminado em 1992. Com o total de oito álbuns, o grupo vendeu cerca de seis milhões de cópias. Suas músicas de maior sucesso foram "Dona Felicidade" e "Uni Duni Tê".
 Nas duas bandas houveram mudanças drásticas de integrantes, já que conforme cresciam, eram substituídos por crianças mais jovens e esta pode ter sido a principal causa do fim da banda, já que o público havia criado um laço com os integrantes mais antigos. Foram feitas algumas tentativas de trazer a banda de volta (claro que com outros integrantes e até com outro nome), mas a proposta não deu certo e ambas as bandas foram finalizadas permanentemente.



 Segue abaixo os clipes musicais "Superfantástico" (Balão Mágico) e "Uni Duni Tê" (Trem da alegria). Para matar a saudade de quem viveu nessa época e para quem não conhecia as músicas, assistam e comentem  o que acham. Não se pode negar que ambas as músicas tem um quê de magia nas letras tão gostosas de ouvir e que fazem tanta falta hoje em dia.